O ano passado não foi marcado pela expressiva geração de emprego como 2010, porém, graças ao bom desempenho dos 12 meses anteriores, teve o trabalho facilitado na hora de diminuir
o contingente de desempregados: foram 19 mil a menos de um ano para o
outro, com 139 mil pessoas à procura de um trabalho no Grande ABC. A
taxa de desemprego atingiu, pela primeira vez desde o início da série
histórica (abril de 1998) o patamar de 9,9% da PEA (População
Economicamente Ativa, composta por pessoas que estão trabalhando ou à
procura de uma vaga). Até então, todos os índices da região eram
formados por dois dígitos.
Os dados integram a PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) realizada pelo Seade/Dieese, que entrevista mensalmente 600 domicílios na região.
Essa redução da taxa de desemprego implica, de acordo com o gerente
de pesquisas do Seade, Alexandre Loloian, a redução do tempo que se
leva até encontrar uma oportunidade. Nos anos 1990 eram necessárias 60
semanas (um ano e três meses) e, hoje, 29 semanas (sete meses e 25
dias).
O crescimento em menor ritmo da PEA também
ajuda a explicar a diminuição do desemprego. "Temos menos jovens no
mercado de trabalho porque eles estão estudando por mais tempo antes de
buscar ocupação", diz Loloian. "Outro ponto é que, conforme as pessoas
de determinada localidade vão arranjando emprego, a demanda cai. É
demográfico."
De fato, em 2011, 25 mil
trabalhadores conseguiram emprego no Grande ABC e em torno de 6.000
pessoas se apresentaram ao mercado de trabalho em busca de uma ocupação -
elevando a PEA a 1,403 milhão. Em 2010, foram gerados 56 mil postos e a
PEA encerrou aquele ano em 37 mil pessoas. Neste caso, os números foram
maiores porque boa parte dessa demanda estava represada desde 2009, por
conta da crise econômica.
Os setores que mais contribuíram ao
incremento de vagas em 2011 foram indústria e serviços, com acréscimo de
12 mil trabalhadores cada. Dessa forma, atualmente estão trabalhando
nas fábricas da região 350 mil pessoas e, nas empresas de serviços, 594
mil. Em ambos, o total de empregados nos segmentos é o maior de toda a
série.
Na indústria, o ramo alimentício foi o que
mais empregou na região (alta de 10,5%), seguido pelas áreas química,
farmacêutica e plásticos (9,5%) e metalmecânica (4,9%). Este último
emprega 45% da mão de obra do setor no Grande ABC.
Em serviços, as maiores altas foram
observadas nos ramos comunitários (27,3%), reparação e limpeza (7%) e
especializados, como consultorias e assessorias (4,4%).
O setor de comércio gerou 10 mil vagas em
2011 (totalizando 190 mil), puxadas principalmente por autos e
combustíveis, como concessionárias e postos (33,3%) e varejistas (5,5%).
A construção civil contribuiu com 1.000 postos (com 63 mil ao todo),
impulsionados por edificação e estruturas (5,5%). Já o segmento outros,
composto por emprego doméstico, diminuiu em 9.000 (somando 68 mil).
"Essa notícia é boa, pois indica que as pessoas estão preferindo
trabalhar em outros setores, mais qualificados."
Quase 90% têm registro em carteira
Desde o início da série histórica o total de
trabalhadores com carteira assinada vem crescendo. "Em abril de 1998,
78% do total dos ocupados eram registrados, percentual que subiu para
88% em dezembro", ressalta Loloian. "Ao mesmo tempo, à época 20% não
tinham carteira assinada e, em dezembro, esse total caiu para 12%." Isso
explica a pequena diferença entre a PED e o Caged, que mensura somente o
trabalho formal e contabilizou 24.537 postos gerados no ano passado.
Em 2011, o total de trabalhadores
assalariados com carteira assinada cresceu em 42 mil, enquanto que o de
informais diminuiu em 14 mil. Entre os autônomos (um chefe e um
empregado, sendo acima disso considerado empregador), houve redução de
12 mil entre os que trabalham para empresa e aumento de 5.000 entre os
que prestam serviço para o setor público, o que sugere aumento de
formalização.
Diário do Grande ABC ( matéria escrita por : Soraia Abreu Pedrozo)
Este é o Brasil que dá certo, que a tucanada, alguns artista da rede
globo e a imprensa de modo geral não quer ver.
Com a sabedoria do
povo Brasileiro, estamos provando a cada dia que essa revolução, que
começou em 2002 com a eleição do presidente Lula, e agora com a nossa
presidenta Dilma vem fazendo o Brasil crescer dia a dia.
Se hoje somos a sexta
economia do mundo em breve, com o ProUni, os recursos do Pré-sal entre tantos outros programas em andamento, seremos sem dúvida a
terceira economia do mundo.
Roberto Ormedilla
Mesmo em meio a uma grande crise mundial, o Brasil continua crescendo e gerando empregos.
ResponderExcluirSó será possível manter isso se continuarmos investindo nesse crescimento, o povo não pode pagar pela crise dos capitalistas!